Brisa no Bambú Fone
Marcelo Cruz no Bambú Fone
Valquíria Romani no Bambú Fone
Camila no Bambú Fone
Kiune no Bambú Fone
Joca no Bambú Fone
Entrevista da Ingrid com o Lazaro
Jeremias e Ingrid no Bambú Fone
Igor no Bambú Fone
Tauane no Bambú Fone
TerraVista_6_2024-02-19_17-20-10
Encontro de formação da Teia dos Povos
TerraVista_5_2024-02-19_17-20-10
Encontro de formação da Teia dos Povos
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Encontro de formação da Teia dos Povos
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Encontro de formação da Teia dos Povos
TerraVista_1_2024-02-19_17-20-10
Encontro de formação da Teia dos Povos
TerraVista_2_2024-02-19_17-20-10
Encontro de formação da Teia dos Povos
Canto Africano com Mestre TC
Canto do Meatre TC durante Partilha no Curso de defensores e construtores do território no assentamento Terra Vista
Canto Plantar na Terra nosso pé de Baobá
Canto feito no final da formação política com Mestre T.C no Assentamento Terra Vista
Plantando na Terra nosso Pé de Baobá
Curso Defensores e Construtores do Território
Nega eternamente semente
Mestra Nega Pataxó está viva em nós e lutou com o maracá nas mãos. Justiça para o povo Pataxó Hã-Hã-Hãe! Na tarde de ontem (21), Nega Pataxó, como chamamos carinhosamente Maria de Fátima Muniz Andrade, majé do povo Pataxó Hã-Hã-Hãe e nossa mestra, foi covardemente assassinada pelo grupo de extermínio ‘Invasão Zero’, liderado por fazendeiros e empresários baianos, cujo modo de operação inclui a formação de milícias armadas com o objetivo de atacar, intimidar e matar povos originários, Sem-Terra e pequenos agricultores em diversas regiões do estado. No ataque, que ocorreu durante uma retomada do território ancestral Pataxó Hã-Hã-Hãe em Potiraguá, no sudoeste da Bahia, aconteceram também o trancamento das vias de acesso à área e sessões de tortura. Uma parente teve a sua clavícula quebrada, alguns foram feridos em várias partes do corpo após espancamentos e ainda outros ficaram desaparecidos. Além de Nega Pataxó, o irmão dela, cacique Nailton Muniz, líder Pataxó Hã-Hã-Hãe e conselheiro da Teia dos Povos, foi baleado, teve o rim atingido e foi submetido a uma cirurgia de risco. A polícia militar da Bahia, liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues, teve participação no fato. Agentes da segurança pública atuaram como guarda-costas dos ruralistas homicidas. Segundo relatos, os policiais tanto facilitaram as ações dos criminosos, quanto agrediram, eles próprios, os indígenas. Desde 1500, quando os portugueses invadiram essas terras e iniciaram o genocídio contra os povos originários, temos resistido às violências que marcam, com sangue, este território, historicamente pertencente àqueles que, hoje em dia, reinvidicam o direito de viver em paz, seguindo o modo de vida tradicional. O povo Pataxó Hã-Hã-Hãe é uma dessas comunidades resistentes e têm lutado há décadas pela garantia plena de seu território. Recentemente, há um mês, outra liderança dessa etnia, o Cacique Lucas Kariri-Sapuyá, foi morta em uma emboscada enquanto voltava para casa acompanhada de seu filho. O jovem tinha 31 anos. Nega Pataxó, ancestralizada aos 52 anos, é uma mestra de saberes e liderança espiritual na Terra Indígena Caramuru Catarina-Paraguassu, e zelava por seu povo com práticas da medicina tradicional, incluindo cantos ancestrais, outros de composição própria, cultivo e uso de ervas, além de seu intenso trabalho, junto a parentes, na recomposição da floresta, lugar e morada dos encantados. Militante do Movimento Indígena, a majé foi uma das construtoras da Pré-Jornada de Agroecologia da Teia dos Povos, que aconteceu em sua comunidade em 2023. Registrar a trajetória de Nega, que se encantou com o maracá empunhado, como uma vivente contracolonial sobre a mãe Terra, é destacar a importância das mulheres para a construção de uma vida digna para os povos. Combater o latifúndio, o colonialismo e o capitalismo é, mais que nunca, uma tarefa que precisamos assumir coletivamente, a fim de honrar guerreiras e guerreiros, como Nega Pataxó, Cacique Lucas, Galdino e outros parentes que não tiveram medo de lutar contra os nossos inimigos Nega, eternamente semente!
Pra aprender tem que botar sentido: diálogos sobre despossessão, terra e conhecimento
Pra aprender tem que botar sentido: diálogos sobre despossessão, terra e conhecimento com mestres do assentamento Terra Vista – BA. 2017. xv, 138 f., il. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017. Resumo: Esta pesquisa foi realizada entre 2014 e 2016 junto a camponeses e camponesas do Terra Vista, assentamento de Reforma Agrária localizado em Arataca, Bahia. Esse território foi constituído a partir da luta de trabalhadores despossuídos que sonham em realizar uma relação com a terra em que a fartura seja plena. Hoje são desenvolvidas diversas ações que visam promover a recuperação da Mata Atlântica em confluência com o sistema de cultivo denominado Cacau-Cabruca – em que o cacau é plantado dentro da mata nativa. Além disto, a comunidade busca construir processos educativos enraizados nos saberes-fazeres de seus mestres e “mais velhos”. Neste contexto, o presente trabalho partiu de uma proposta de pesquisa demandada pela comunidade em que me foi solicitado realizar um diálogo com seis anciãos considerados mestres. A partir da escuta a suas narrativas e da convivência com estes, organizei o texto considerando três dimensões do “ser mestre” camponês. Em primeiro lugar, argumento que ser mestre é ser guardião da memória coletiva e, portanto, oferecer um espelho para que os mais jovens possam olhar para dentro de si. Em segundo lugar, afirmo que essas pessoas não apenas narram histórias sobre si e sobre o contexto sócio histórico de que são parte; elas são guardiãs de conhecimentos sobre a natureza e sobre princípios que regem o cultivo agrícola e a vida, propondo e criando meios para vivenciar a fartura. Por fim, os mestres também assumem um papel de – por meio do diálogo – desafiar as pessoas a engajarem-se no e com o mundo de maneira reflexiva, com os outros e enraizada na realidade. Na travessia camponesa, argumento que os mestres são aqueles que sabem escutar os sinais da natureza e aprender com ela; a natureza toma simbolicamente o lugar de mestre. Assim sendo, tornar-se sujeito é, em princípio, reconhecer-se como parte de um caminho andado junto, passa por saber as histórias daqueles que romperam cercas, furaram mundos para que os que hoje pisam essa terra, e ela própria, estejam vivos. Abstract: This research was conducted between 2014 and 2016 among peasants from Terra Vista, a Land Reform settlement located in Arataca, Bahia. This territory was constituted from the struggle of deposseded workers who dream to build a relationship with the land in which abundance is fully plenty. There are many actions being developed today which aim to promote the recovery of the Atlantic Forest, converging with the cultivation system Cacau-Cabruca, where cocoa is planted within the native forest. Besides that, the community aims to build educational processes rooted in the knowhow of their master and “elderlies”. In this context, the present dissertation arises from a community request. I promoted a dialogue with six elderlies who were considered masters. From listening to their narratives and living with them, I’ve organized the text considering three dimensions of the peasant “being master”. First, I argue that being a master is being a guardian of the collective memory, and, therefore, offering a mirror so the youngsters can look within themselves. Secondly, I affirm that these people not only narrate stories about themselves and about the social historical context they are a part of; they are guardians of knowledges about nature and about principles that guide agriculture and life, proposing and creating ways to live in abundance. Lastly, the masters, through dialogue, also take on a role of challenging people to engage in and with the world in a reflexive manner and rooted in reality. I argue that masters are those who can listen to the signs of nature and learn with it; nature symbolically takes the role of the master. Therefore, becoming a subject is, in principle, recognizing oneself as part of a shared path, and knowing the stories of those who broke fences and pierced worlds for the ones who step on this land today, and for the land itself, to be alive. Autora: Mariana Cruz de Almeida Lima
Pra aprender tem que botar sentido
Dona Maria
Aqui você pode ouvir os cantos que compõem o livro de Mestra Maria Muniz (Mayá) - "A escola da reconquista"
Livro
Livro "O Português Afro-Brasileiro" para download gratuito. Obra é organizada pelos pesquisadores Dante Lucchesi, Alan Baxter e Ilza Ribeiro. Baixe aqui: http://goo.gl/9lRdD1
ATV
O Assentamento Terra Vista, teve a alegria de receber uma delegação de Moçambique para conhecer a nossa experiencia e a partir daí concretizar uma parceria entre a Teia Dos Povos e os Moçambicanos, no intuito de intercambiar uma proposta de educação e agroecologia no fortalecimento dos laços com os povos da nossa mãe Africa. Viva Moçambique, Viva a agroecologia!
ATV
O Assentamento Terra Vista, teve a alegria de receber uma delegação de Moçambique para conhecer a nossa experiencia e a partir daí concretizar uma parceria entre a Teia Dos Povos e os Moçambicanos, no intuito de intercambiar uma proposta de educação e agroecologia no fortalecimento dos laços com os povos da nossa mãe Africa. Viva Moçambique, Viva a agroecologia!
ATV
O Assentamento Terra Vista, teve a alegria de receber uma delegação de Moçambique para conhecer a nossa experiencia e a partir daí concretizar uma parceria entre a Teia Dos Povos e os Moçambicanos, no intuito de intercambiar uma proposta de educação e agroecologia no fortalecimento dos laços com os povos da nossa mãe Africa. Viva Moçambique, Viva a agroecologia!
Volta da V Jornada de Agroecologia da Bahia
Arcoiris na volta da Rota pra V Jornada
Cortejo estandarte da Teia dos Povos na V Jornada
Cortejo de apresentação do estandarte da Teia dos Povos. Vídeo de Barbara Lara
